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Quantos futuros ainda temos pela frente – e como sobreviver a eles

O mundo está mudando. Isso já sabemos. A pandemia tem sido um belo exercício de “fast foward”. Tudo – ou quase tudo – que imaginamos que só aconteceria em 5, 10, 20 anos, está aí, na nossa cara. O futuro é agora. Mas quantos futuros ainda temos pela frente?

Segundo a Pesquisa “World Population Ageing”, realizada pela ONU, em 2017 o mundo tinha 962 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A previsão é de que, em 2050, esse número passará para 2,1 bilhões – o equivalente a 25% da população mundial – e o Brasil atingirá o lugar de 6º país mais velho do mundo. De acordo com o cientista e pesquisador de envelhecimento, Aubrey de Grey, a pessoa que vai viver 200 anos já está entre nós – e vai viver muito bem, obrigada.

Se pensar que viveremos por tantos anos em um mundo com transformações cada vez mais rápidas e intensas não te deixa apavorado, eu não sei o que deixa. Já imaginou quantas vezes vamos ter que nos reinventar durante a vida? Em pouquíssimo tempo teremos que nos adaptar a novas formas de transporte, moradia, relacionamentos, alimentação, trabalho, educação e cuidados com a saúde. Será uma existência de aprender, desaprender e reaprender. E tudo em tempo recorde.

Para acompanhar o mercado de trabalho do mundo VUCA (esse mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo em que vivemos), o humano terá que mudar não apenas a sua relação com a tecnologia – de ferramenta para colega de trabalho –, mas também a forma como aprende e desenvolve novas habilidades e competências. Segundo pesquisa realizada pelo Institute for the Future em 2019, “O futuro do trabalho está intrinsicamente relacionado com o futuro do aprendizado. A forma como educamos os nossos jovens se traduz no seu preparo para o ingresso no mercado. E a forma como desenvolvemos e atualizamos a atual força de trabalho é o que permitirá que ela permaneça relevante em um ambiente com transformações frequentes”. 

Neste contexto, o termo lifelong learning nunca fez tanto sentido quanto agora. Trata-se de um estilo de vida. Segundo a Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), instituição que dissemina o conceito ao redor do mundo, a ideia de lifelong learning é definida como “um aprendizado que é perseguido durante a vida: um aprendizado que é flexível, diverso e disponível em diferentes tempos e lugares. O lifelong learning cruza setores, promovendo aprendizado além da escola tradicional e ao longo da vida adulta”.

Ou seja, aquela história de educar uma pessoa desde pequena, por um período determinado, para que ela exerça uma (única) função específica durante o resto de sua existência está fora de questão... mas imaginar que seremos eternos estudantes nos coloca uma outra pergunta fundamental: como você aprende? Se você nunca se fez essa pergunta, está na hora de começar a fazer.

Aprender ao longo de toda a vida não significa – necessariamente – fazer 23 faculdades, falar 17 idiomas e ser especialista nos pacotes office e adobe. Eu diria que tem a ver com ter um olhar atento para o novo, ter a curiosidade de ir além e a convicção de que uma das maiores características do humano é a sua capacidade de adaptação. Eu diria que tem a ver com autoconhecimento, com confiança, com conversar mais atentamente com o outro e ser sensível à diversidade. Eu diria que tem a ver com se inspirar constantemente, com descobrir um podcast favorito, fazer pequenos cursos, participar de workshops, frequentar todo tipo de festival. Eu diria que tem a ver com ler Yuval Harari ou Maurício de Souza, ouvir Emicida ou Yanni, acompanhar "Sex and The City" ou "Chernobyl", torcer por Scarlett O'Hara ou Mulan. Eu diria que tem a ver com ser muito aleatório, mas um pouco racional, com se arriscar e experimentar uma coisa nova diariamente.

Aprender ao longo da vida é aprender, desaprender e reaprender todos os dias - pelo menos é o que eu tenho feito.

Texto de Letícia Castro


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